Centros participantes: tecnología educativa
O Instituto Español Giner de los Ríos, localizado em Algés (Lisboa), é uma instituição com uma identidade única e um legado histórico inigualável no panorama educativo internacional. É o centro educativo espanhol mais antigo situado no estrangeiro, mantendo viva a sua missão pedagógica há décadas.O instituto depende diretamente da Consejería de Educación da Embaixada de Espanha em Portugal, funcionando como um pilar fundamental da ação educativa espanhola no exterior. O centro imparte ensino oficial regulamentado em espanhol para todas as etapas do percurso escolar promovendo um ensino bilingue e bicultural, servindo de ponte entre o sistema educativo espanhol e a realidade portuguesa.
O projeto educativo "O PICASSO PERDIDO E O CÓDIGO DA MEMÓRIA" é uma proposta interdisciplinar inovadora que funde a história da arte, a sensibilização para o património cultural e a robótica aplicada. A narrativa coloca os alunos/as no papel de "Guardiões do Património", cuja missão é proteger um esboço a cores do Guernica de Dora Maar e Picasso, escondido num palácio português, perante a ameaça de uns "Hackers do Futuro" que pretendem apagar a história e os valores de liberdade que a obra representa. Esta aventura pedagógica permite que os estudantes mergulhem num cenário de aprendizagem ativa, onde a defesa da cultura se torna um desafio tecnológico e ético.
Para materializar esta missão, os alunos/as trabalham na construção de uma câmara couraçada desenhada inteiramente com cartão reciclado e materiais reutilizáveis, fomentando assim a cultura maker e a sustentabilidade. Esta estrutura, que simula uma sala do Museu Gulbenkian, serve como base física para a integração de componentes eletrónicos. Dentro desta câmara, os estudantes implementam um sistema de segurança avançado utilizando placas Micro:bit e Bitbloq. O sistema conta com sensores de movimento que, ao detetarem qualquer entrada não autorizada, ativam de imediato um rotativo de luzes LED e alarmes sonoros, alertando para a tentativa de roubo por parte dos piratas informáticos.
O funcionamento do projeto exige que os participantes não dominem apenas a robótica, mas também os conteúdos históricos e artísticos. Para poderem aceder legalmente ao quadro e abrir a câmara couraçada, os alunos/as devem decifrar enigmas e perguntas relacionadas com o mundo da arte, obtendo assim um código secreto. Esta abordagem garante que o conhecimento seja a verdadeira chave de acesso ao património, integrando de forma natural o estudo de figuras como Picasso, Dora Maar , Mark Rothko, Fortuny, Maruja Mallo ou Calouste Gulbenkian no desenvolvimento técnico da atividade.
A elaboração do projeto conta com a participação de 25 alunos/as que assumem diversos papéis, desde personagens históricas, espias e artistas de vanguarda até engenheiros de programação e hackers. Enquanto uns se encarregam da narrativa e da contextualização histórica, outros lideram a montagem da estrutura de cartão e a codificação dos sensores e do rotativo LED. O projeto culmina como um ato de união coletiva onde a tecnologia é colocada ao serviço da memória histórica, demonstrando que a proteção da nossa cultura é um compromisso geracional que requer tanto criatividade manual como engenho digital.
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